Intimate partner violence reported by female and male users of healthcare units
- PMID: 28225908
- PMCID: PMC5308552
- DOI: 10.1590/S1518-8787.2017051006385
Intimate partner violence reported by female and male users of healthcare units
Abstract
Objective: To analyze nonfatal violence suffered and committed by adult men and women, in an intimate relationship.
Methods: The participants in the research were women aged between 15 and 49 years and men between 18 and 60 years, interviewed by face-to-face questionnaire application. The sample selection was of consecutive type, according to the order of arrival of the users. We conducted temporarily independent investigations and covered different health services to avoid couples and relationships in which the retaliation could be overvalued. To improve the comparison, we also examined reports of men and women from the same service, i.e., a service that was common to both investigations. We compared the situations suffered by women according to their reports and cross-linked the information to what men, according to their own reports, do against intimate partners or ex-partners. We also examined the cross-linked situation in reverse: the violence committed by women against their partners, according to their reports, in comparison with the violence suffered by men, also according to their reports, even if, in this case, the exam refers only to physical violence. The variables were described using mean, standard deviation, frequencies and proportions, and the hypothesis testing used was: Fisher's exact and Pearson's Chi-square tests, adopting a significance level of 5%.
Results: Victimization was greater among women, regardless of the type of violence, when perpetrated by intimate partner. The perception of violence was low in both genders; however, women reported more episodes of multiple recurrences of any violence and sexual abuse suffered than men acknowledged to have perpetrated.
Conclusions: The study in its entirety shows significant gender differences, whether about the prevalence of violence, whether about the perception of these situations.
Objetivo: Analisar as violências não fatais sofridas e praticadas por homens e mulheres adultos, em situação de parceria íntima.
Métodos: Os sujeitos da pesquisa foram mulheres entre 15 a 49 anos e homens entre 18 a 60 anos, entrevistados por aplicação de questionário face a face. A seleção amostral foi do tipo consecutivo, captando-se os participantes por ordem de chegada ao serviço. Foram conduzidos como investigações temporalmente independentes e abrangendo diferentes serviços, para evitar o estudo em casais, nos quais o revide poderia estar supervalorizado. Para adensar um pouco mais a comparação, também examinamos relatos de homens e mulheres pertencentes a um mesmo serviço, ou seja, um serviço que foi participante comum às duas investigações. Comparamos as situações sofridas pelas mulheres segundo seus relatos e, de modo entrecruzado, as situações que os homens, segundo seus relatos, praticam contra as mulheres, suas parceiras íntimas ou ex-parceiras. Também examinamos a situação entrecruzada reversa: a violência praticada pelas mulheres contra seus parceiros, segundo seus próprios relatos, comparativamente à violência sofrida pelos homens, segundo seus relatos, ainda que, neste caso, o exame se refere apenas à violência física. As variáveis foram descritas por meio de média, desvio padrão, frequências e proporções e os testes de hipóteses utilizados foram: Exato de Fisher e Qui-quadrado de Pearson, adotando-se nível de significância de 5%.
Resultados: A vitimização foi maior entre as mulheres, independentemente do tipo de violência, quando perpetrada por parceiro íntimo. A percepção da violência foi baixa em ambos os sexos; entretanto, mulheres relataram mais episódios de múltiplas recorrências de quaisquer violências e de violência sexual sofrida do que os homens reconheceram que perpetraram.
Conclusões: O estudo em seu todo mostra importantes diferenças de gênero, quer quanto às prevalências das violências, quer quanto à percepção dessas situações.
OBJETIVO: Analisar as violências não fatais sofridas e praticadas por homens e mulheres adultos, em situação de parceria íntima.
MÉTODOS: Os sujeitos da pesquisa foram mulheres entre 15 a 49 anos e homens entre 18 a 60 anos, entrevistados por aplicação de questionário face a face. A seleção amostral foi do tipo consecutivo, captando-se os participantes por ordem de chegada ao serviço. Foram conduzidos como investigações temporalmente independentes e abrangendo diferentes serviços, para evitar o estudo em casais, nos quais o revide poderia estar supervalorizado. Para adensar um pouco mais a comparação, também examinamos relatos de homens e mulheres pertencentes a um mesmo serviço, ou seja, um serviço que foi participante comum às duas investigações. Comparamos as situações sofridas pelas mulheres segundo seus relatos e, de modo entrecruzado, as situações que os homens, segundo seus relatos, praticam contra as mulheres, suas parceiras íntimas ou ex-parceiras. Também examinamos a situação entrecruzada reversa: a violência praticada pelas mulheres contra seus parceiros, segundo seus próprios relatos, comparativamente à violência sofrida pelos homens, segundo seus relatos, ainda que, neste caso, o exame se refere apenas à violência física. As variáveis foram descritas por meio de média, desvio padrão, frequências e proporções e os testes de hipóteses utilizados foram: Exato de Fisher e Qui-quadrado de Pearson, adotando-se nível de significância de 5%.
RESULTADOS: A vitimização foi maior entre as mulheres, independentemente do tipo de violência, quando perpetrada por parceiro íntimo. A percepção da violência foi baixa em ambos os sexos; entretanto, mulheres relataram mais episódios de múltiplas recorrências de quaisquer violências e de violência sexual sofrida do que os homens reconheceram que perpetraram.
CONCLUSÕES: O estudo em seu todo mostra importantes diferenças de gênero, quer quanto às prevalências das violências, quer quanto à percepção dessas situações.
Conflict of interest statement
References
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